In partnership with

Curiosidade do Dia   Curiosidade do Dia
ED 064
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
              
{{ofensiva_curta | comece hoje}}
Ver ofensiva →

Você escolhe as próximas edições: a votação está no fim desta edição.

{{subiu_orn | }} {{subiu_num | }} {{subiu_orn | }}

{{subiu_caps | }}

{{subiu_linha | }}

O bebê argentino que nasceu na Antártida em 1978

Emilio Palma veio ao mundo na base Esperanza, num parto planejado pelo governo para pesar numa disputa de território.

Base argentina Esperanza, na Península Antártica, com casas e geleiras ao fundo.

Base Esperanza, Península Antártica

▼
 

3,4 quilos, na manhã de 7 de janeiro de 1978. Foi o peso de Emilio Marcos Palma ao nascer, numa casa de madeira da base militar argentina Esperanza, na ponta norte da Península Antártica.

Até aquele dia, nenhum ser humano tinha nascido no continente antártico. Cientistas, soldados, baleeiros e exploradores já tinham passado invernos inteiros no gelo, mas nenhuma criança tinha dado o primeiro choro ali.

O motivo era prático: nenhuma base tinha estrutura de maternidade, e qualquer complicação no parto podia exigir um voo de horas até o hospital mais próximo, na Terra do Fogo.

A base fica na Baía Esperança, um trecho de costa rochosa cercado de geleiras, com pinguins-de-adélia ocupando as pedras no verão. No inverno, a temperatura cai abaixo de 20 graus negativos e o mar congela em volta.

O parto não foi acaso de uma gestante presa pelo mau tempo. Foi planejado com meses de antecedência, por ordem do governo militar que comandava a Argentina naquele período.

A mãe, Silvia Morella de Palma, tinha sido levada de avião até o continente gelado nos últimos meses de 1977, já no sétimo mês de gravidez. O pai, o capitão do Exército Jorge Emilio Palma, chefiava o destacamento de Esperanza.

A equipe médica da base cuidou do parto. Correu tudo bem, e a notícia foi transmitida por rádio a Buenos Aires no mesmo dia, como quem anuncia uma conquista.

Na base, os colegas do pai improvisaram uma pequena festa no refeitório. Lá fora, o verão antártico mantinha o sol no céu por quase 20 horas seguidas.

Para o governo argentino, era exatamente uma conquista. Emilio foi registrado como cidadão nascido em território nacional, na província que a Argentina diz ter na Antártida.

O bebê de 3,4 quilos ganhou uma certidão, e a certidão ganhou um papel diplomático. Poucas pessoas na história nasceram com uma tarefa política tão clara já no primeiro dia.

A pergunta que fica é simples: por que um país mandaria uma grávida para o lugar mais frio da Terra só para fazer um bebê nascer lá? A resposta está num mapa em que três países desenharam o mesmo pedaço de gelo.

Continue lendo ↓

 

Quem banca a edição de hoje

NVIDIA's Founder Says Farmers Should Absolutely Use AI

“If I were a farmer, I would absolutely use AI.” 

That’s Jensen Huang, founder and CEO of NVIDIA. 

And he's pointing to one of AI’s biggest untapped opportunities: Farming. It’s an industry facing mounting pressure to produce more with less and it’s still massively under-automated. 

DIT AgTech brings AI, nutrition automation, and real-time data to livestock production, helping ranchers boost productivity and get more from every animal. 

And it’s already proven in one of the world's toughest livestock environments: 

  • 500+ units deployed 

  • 370,000 head of livestock on the platform 

  • Up to 55% higher daily weight gain 

Now expanding into the U.S. and Brazil, DIT AgTech is targeting a 300M+ head cattle market. And the biggest barrier to adoption? Gone. Ranchers get the technology for free when they sign up for a three-year nutrition plan. 

DIT AgTech can scale adoption faster, which means more data and more recurring revenue. 

Invest before this early-stage opportunity gets harder to access.

𝘐𝘯 𝘮𝘢𝘬𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘯 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘮𝘦𝘯𝘵 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘰𝘳𝘴 𝘮𝘶𝘴𝘵 𝘳𝘦𝘭𝘺 𝘰𝘯 𝘵𝘩𝘦𝘪𝘳 𝘰𝘸𝘯 𝘦𝘹𝘢𝘮𝘪𝘯𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘶𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘮𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘪𝘯𝘤𝘭𝘶𝘥𝘪𝘯𝘨 𝘵𝘩𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘪𝘵𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘪𝘴𝘬𝘴 𝘪𝘯𝘷𝘰𝘭𝘷𝘦𝘥. 𝘋𝘐𝘛 𝘈𝘨𝘛𝘦𝘤𝘩 𝘩𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘥 𝘢 𝘍𝘰𝘳𝘮 𝘊 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘵𝘩𝘦 𝘚𝘦𝘤𝘶𝘳𝘪𝘵𝘪𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘌𝘹𝘤𝘩𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘊𝘰𝘮𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘪𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘯𝘦𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘪𝘵𝘴 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘢 𝘤𝘰𝘱𝘺 𝘰𝘧 𝘸𝘩𝘪𝘤𝘩 𝘮𝘢𝘺 𝘣𝘦 𝘰𝘣𝘵𝘢𝘪𝘯𝘦𝘥 𝘩𝘦𝘳𝘦: https://bit.ly/4bzuWCi​  ​

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

I  A Curiosidade do Dia

Três países e a mesma fatia de gelo

A Argentina reivindica um setor da Antártida que vai do meridiano 25 ao meridiano 74 a oeste, até o Polo Sul. No mapa oficial do país, essa fatia aparece como Antártida Argentina.

O problema é que o Reino Unido reivindica quase todo esse setor desde 1908, e o Chile reivindica uma parte dele desde 1940. Os três desenhos se sobrepõem justamente na Península Antártica, onde fica a base Esperanza.

Uma reivindicação de território precisa de argumentos. Os mais usados no direito internacional são a descoberta, a ocupação contínua e a administração efetiva, que inclui registrar pessoas, casar, educar e enterrar.

Um bebê registrado em Esperanza era prova de vida civil num lugar onde, até então, só havia quartel e laboratório.

O governo argentino já vinha montando esse tipo de prova. Em 1977, levou as primeiras famílias inteiras para morar na base, com mulheres e filhos pequenos, e abriu ali uma escola para as crianças.

As famílias moravam em casas pré-fabricadas, com aquecimento a óleo diesel e janelas duplas. O abastecimento chegava por navio no verão e por avião quando o gelo permitia pouso.

A gravidez de Silvia Morella de Palma entrou nesse plano. Em vez de esperar o parto num hospital de Buenos Aires, ela embarcou para o sul com a barriga já grande, num voo militar até a península.

O parto de Emilio foi o ponto alto da campanha. O Guinness, o livro dos recordes, registra o menino como a primeira pessoa nascida no continente antártico, com a data de 7 de janeiro de 1978.

A escolha da data também tinha cálculo. Janeiro é pleno verão no hemisfério sul, a época do ano em que aviões e navios conseguem chegar à península com mais facilidade, caso o parto exigisse remoção de emergência.

Emilio não ficou sozinho por muito tempo. Entre 1978 e 1983, nasceram em Esperanza outros sete bebês argentinos, todos filhos de militares e funcionários destacados na base.

O Chile respondeu com a mesma estratégia. Em 21 de novembro de 1984, nasceu Juan Pablo Camacho na Villa Las Estrellas, uma vila chilena construída ao lado da base Presidente Eduardo Frei, na Ilha Rei George.

Ao todo, 11 pessoas nasceram na Antártida até hoje, 8 argentinas e 3 chilenas. O Reino Unido, que também disputa a península, nunca organizou um nascimento por lá.

As bases britânicas na região recebem cientistas em temporadas curtas, sem famílias. A política de Londres para a área sempre preferiu a pesquisa e os selos postais da colônia à presença de crianças.

 
 

II  A História Por Trás

O tratado que congelou os mapas

Para entender por que os bebês não resolveram a disputa, é preciso voltar a 1959. Naquele ano, 12 países assinaram em Washington o Tratado da Antártida, que entrou em vigor em 1961.

O tratado nasceu na Guerra Fria. Estados Unidos e União Soviética tinham bases no continente e nenhum dos dois queria ver o outro instalar armas ali. A saída foi transformar a Antártida numa área de ciência e paz.

Argentina, Chile e Reino Unido assinaram o acordo. Os três mantiveram as reivindicações no papel, mas aceitaram uma cláusula que deixa as disputas paradas enquanto o tratado valer.

“Nenhum ato ou atividade que tenha lugar enquanto vigorar o presente Tratado constituirá base para fazer valer, apoiar ou negar uma reivindicação de soberania territorial na Antártida.”

Tratado da Antártida, artigo IV, 1959.

Pelo artigo IV, nada feito no continente depois de 1961 conta como prova de posse, nem mesmo um parto planejado.

O governo argentino conhecia o texto. A aposta era outra: criar uma história de ocupação civil que pesaria se o tratado um dia caísse ou fosse renegociado.

O tratado nunca caiu. Em 1991, os países signatários aprovaram o Protocolo de Madri, que proíbe a exploração de minérios no continente e reforça a proteção ambiental por tempo indeterminado.

O protocolo pode ser revisto a partir de 2048, a pedido de qualquer país consultivo do tratado. Essa data aparece com frequência em análises sobre o futuro das reivindicações, porque é a primeira janela formal para reabrir a discussão sobre o continente.

A base Esperanza tem raízes mais antigas que o tratado. A baía ganhou esse nome em 1903, quando três homens da expedição sueca de Otto Nordenskjöld ficaram presos ali e passaram o inverno numa cabana de pedra, comendo pinguins e focas.

Os três sobreviveram e foram resgatados meses depois por um navio argentino, a corveta Uruguay. A Argentina cita esse resgate até hoje como parte da sua ligação histórica com a península.

A base militar foi instalada na baía em 1952 e ainda funciona. Hoje é uma das poucas no continente que recebem famílias, com casas aquecidas, capela, rádio, posto médico e uma escola primária.

 

Quem banca a edição de hoje

Glowing Skin, Plus a Free Gift

Pique's Radiant Skin Duo pairs Sun Goddess Matcha with B·T Fountain, a beauty electrolyte clinically backed to deliver 25% greater skin hydration in 15 days. Through Oct 11, get a FREE Nectar Sweetener with any $115+ order.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  Pra Contar na Mesa

O registro que nenhum tratado apaga

Emilio Marcos Palma cresceu na Argentina continental. A família deixou Esperanza quando terminou a missão do pai, e o menino passou a infância longe do gelo onde nasceu.

Da vida adulta dele, pouco é público. Palma deu poucas entrevistas e nunca transformou o recorde em profissão. Os detalhes que circulam vêm de reportagens da imprensa argentina sobre aniversários do nascimento.

O nome dele, porém, segue em lugares fixos. Está no Guinness, nos livros de história antártica e nos materiais do governo argentino sobre a presença do país no continente.

A disputa territorial continua aberta. Os três mapas seguem sobrepostos, e o tratado segue impedindo qualquer país de vencer a briga.

Há uma confusão comum sobre o recorde. Em 1913, nasceu Solveig Gunbjørg Jacobsen, filha de um gerente de estação baleeira norueguês, na ilha Geórgia do Sul.

A Geórgia do Sul, porém, fica fora do continente antártico, num arquipélago no Atlântico Sul. Por esse dado geográfico, Solveig aparece como a primeira pessoa nascida na região subantártica (a faixa de ilhas frias ao redor da Antártida), e Emilio continua com o recorde do continente.

Outro detalhe pouco lembrado: nenhum desses 11 bebês tem cidadania antártica, porque esse país não existe. Cada um recebeu a nacionalidade do governo que organizou o parto.

O caso de Emilio também mudou a rotina médica das bases. Desde então, governos que mandam famílias ao continente costumam exigir exames prévios e, em geral, evitam enviar gestantes em fase avançada, por causa da distância até um hospital completo.

Para contar a história de Emilio Palma numa roda de amigos, três passos bastam:

1. Comece pela data: em 7 de janeiro de 1978, Emilio Marcos Palma nasceu na base argentina Esperanza, primeira pessoa nascida no continente antártico.

2. Conte o motivo: a mãe voou grávida de 7 meses até a base porque a Argentina queria reforçar a reivindicação sobre uma fatia da Antártida.

3. Termine no tratado: pelo artigo IV do Tratado da Antártida, de 1959, o parto não vale como prova de posse, e a disputa segue parada.

“Se o seu país pedisse, você teria um filho no lugar mais frio da Terra para marcar território num mapa?”

Amanhã: a cidade norueguesa no Ártico onde as grávidas são mandadas embora antes do parto.

 
 

Ebook + app · Curiosidade do Dia

Capa do ebook

o ebook

ensina

+
O app no celular

o app

treina

Lembrado na Promoção, no ebook e no app.

📖O ebook ensina: O Comentário de 20 Segundos que faz a chefia repetir o seu nome na reunião que decide salário.
📱O app treina: 1 situação por dia no celular, marcado e anotado. Atrasou, o plano espera.
 
Quero o ebook + app →
 
Quiz da edição

Segundo o texto, quantas pessoas já nasceram no continente antártico até hoje, somando argentinos e chilenos?

A7 pessoas
B8 pessoas
C11 pessoas
D15 pessoas

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

🔑🔑🔑🔑🔑  ótima 🔑🔑🔑🔑  boa 🔑🔑🔑  ok 🔑🔑  ruim 🔑  péssima
 
Escolha a edição de segunda

Qual edição você quer ver?

1 toque vota. A mais votada sai na segunda, 12/10.

Voto aberto até 10/10, 15h30

A Concorde →
B Nota de 100 Trilhões →
C Ilha dos Faisões →
D Televisão no Butão →
 
Recomendação de Newsletter
A Origem das Palavras

A Origem das Palavras

Todo dia, 12:12. Uma palavra que você usa sem pensar revela séculos de história escondida, em dois minutos de leitura.

Quero receber →

 
Sua ofensiva
🔥 {{streak_atual | 0}} {{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}} recorde {{streak_recorde | 0}}
Seus últimos 6 dias e hoje
{{ouro_linha | Cada edição vale 10 de ouro: voto, quiz e clique.}}

missão de hoje

📨 Mandar seu link pra 1 pessoa (1x por dia) +10
WhatsApp   Copiar link

Confirmou? +100 de ouro: entra no seu ouro à noite.

{{streak_cta | Começar minha ofensiva}}
{{rank_simbolo | Ⅰ}} {{rank_nome | Aprendiz}} · {{moedas | 0}} de ouro · loja e missões →
 
 
 

Amanhã tem outra.

Curiosidade do Dia

CURIOSIDADE DO DIA

Uma curiosidade por dia

💬 Receba pelo WhatsApp·✍️ Crie sua Newsletter