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Antes de ganhar o título de imperador, Qin Shi Huang se chamava Ying Zheng. Assumiu o trono do reino de Qin em 246 antes de Cristo, com 13 anos.
Naquela época, a China era um mapa de sete reinos em guerra constante. O período ficou conhecido como Reinos Combatentes e durou mais de dois séculos.
Ying Zheng conquistou os outros seis entre 230 e 221 antes de Cristo. No fim da campanha, adotou o título Shi Huangdi, que significa Primeiro Imperador.
Unificou também o que circulava entre os reinos. Padronizou a escrita, as moedas, os pesos e medidas e até a distância entre as rodas das carroças, para todas caberem nos mesmos sulcos das estradas.
A obra do túmulo começou logo no início do reinado, como mandava o costume dos reis da época. Depois da unificação, ganhou escala de império.
O historiador Sima Qian, que escreveu cerca de um século depois, conta em Registros do Historiador, obra de por volta de 94 antes de Cristo, que mais de 700 mil trabalhadores foram levados para a construção.
Sobre o interior da tumba, Sima Qian deixou uma descrição: “Com mercúrio fizeram os cem rios, o Yangtzé e o Amarelo, e o grande mar, e máquinas faziam o mercúrio correr.”
O imperador tinha outra obsessão. Nos últimos anos de vida, mandou expedições atrás de um elixir da imortalidade e tomou pílulas preparadas pelos alquimistas da corte.
Algumas dessas receitas levavam mercúrio. Muitos historiadores suspeitam que elas tenham piorado a saúde dele nos anos finais.
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O homem que buscava viver para sempre preparou, ao mesmo tempo, um exército para guardá-lo do outro lado.
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O fim chegou em 210 antes de Cristo, durante uma viagem pelo leste do império, quando ele tinha 49 anos. A corte escondeu a notícia por semanas para evitar uma disputa pelo trono.
O exército de barro ficava a cerca de 1,5 quilômetro a leste do monte funerário. A posição tem lógica: os reinos que ele tinha vencido ficavam, quase todos, para o leste.
A dinastia dele durou pouco. Em 206 antes de Cristo, revoltas derrubaram o filho que herdou o trono, e o império passou, pouco depois, para a dinastia Han.
Os poços sentiram a queda. Os arqueólogos acharam vigas de madeira carbonizadas e figuras quebradas, sinal de que alguém entrou, levou armas e pôs fogo no teto.
O suspeito mais citado é Xiang Yu, general rebelde que saqueou a capital Qin. Com o teto queimado, a terra cedeu sobre os soldados, e a cova ficou esquecida sob plantações por mais de 2 mil anos.
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